Aliança entre Sergio Moro e Flávio Bolsonaro marca novo capítulo na política

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A reaproximação entre o senador Sergio Moro e o clã Bolsonaro marca um novo capítulo na política nacional. O movimento ocorre em meio ao crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e à necessidade de consolidar palanques regionais estratégicos para 2026.

O gesto simboliza uma inflexão relevante: Moro, que deixou o governo Jair Bolsonaro após acusações públicas, agora aparece ao lado de Flávio como aliado político. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador é apresentado como “amigo” e pré-candidato ao governo do Paraná, selando uma aliança que até pouco tempo parecia improvável.

A mudança de posição é interpretada como resultado direto do novo cenário eleitoral. Segundo o colunista Mauro Paulino, a ascensão de Flávio tem impulsionado alianças antes improváveis. “Flávio revelou uma capacidade de transferência de votos muito forte e inédita de Jair Bolsonaro”, diz.

Para o analista, Moro atua de forma pragmática ao se aproximar de um projeto político que ganha força, especialmente em seu reduto eleitoral. O estado do Paraná se tornou peça-chave na disputa presidencial. Moro, com forte base local, pode contribuir diretamente para a consolidação de votos na região.

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A avaliação é de que estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais serão determinantes no resultado final. O avanço nas pesquisas ampliou o poder de articulação de Flávio, que passa a atrair apoios relevantes e a reorganizar forças políticas ao seu redor.

A dinâmica reforça a ideia de que a expectativa de poder é um fator central na formação de alianças. Moro abandonou o discurso de ruptura com a política tradicional, e isso faz parte de um processo mais amplo. O colunista compara a trajetória de Moro à de outros líderes que, ao chegar ao jogo político, adotaram práticas antes criticadas.

““Nada como um bom banho de realidade da política brasileira para fazer com que o pragmatismo se sobreponha.””

Bonin destaca que antigas críticas foram deixadas de lado em nome da viabilidade eleitoral e da busca por poder. O episódio expõe uma lógica recorrente: divergências ideológicas podem ser superadas quando há convergência de interesses eleitorais.

Segundo Bonin, não há barreiras rígidas quando o objetivo é conquistar espaço político. “Na política, não existe linha de corte ou divisão. O que interessa é conquistar o poder.” A aproximação entre Moro e o PL, partido que ele já criticou duramente, exemplifica essa dinâmica.

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A avaliação dos participantes do programa é de que essa movimentação pode impactar a disputa presidencial de forma significativa. Com uma eleição projetada como acirrada, alianças regionais tendem a fazer diferença no resultado final. O apoio de Moro no Paraná pode representar ganhos importantes para Flávio Bolsonaro em um cenário de disputa voto a voto.

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