O Irã confirmou a morte de Ali Larijani em um ataque de Israel. Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, Israel tem eliminado figuras de alto escalão do regime de Teerã, começando pelo líder supremo, Ali Khamenei, a maior autoridade do país.
A morte de Larijani, que ocupava o cargo de secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, foi considerada a baixa mais relevante desta semana. Especialistas acreditam que ele chefiava de fato o Irã desde a morte de Khamenei. Enquanto os EUA focam em alvos como a indústria de petróleo iraniana, Israel tem se concentrado em atacar autoridades do regime.
A estratégia de “decapitação” busca eliminar lideranças inimigas, mas não é comum em guerras modernas, conforme explica Carlos Gustavo Poggio, cientista político e professor do Berea College. Ele afirma que essa abordagem é mais eficaz contra grupos armados do que contra Estados, que são organismos complexos.
“”A gente viu pouquíssimas vezes na história um chefe de estado ser morto por uma nação estrangeira, ainda mais nessas condições que nós vimos acontecer agora”, disse Poggio.”
O regime iraniano não caiu após os ataques. O filho de Khamenei, Mojtaba Khamenei, foi escolhido como novo líder supremo, mantendo a continuidade do regime dos aiatolás. O comentarista Demétrio Magnoli apontou que a morte de Larijani pode abrir caminho para líderes mais radicais.
Entre os principais nomes assassinados por Israel estão:
- Ali Khamenei, líder supremo, morto em 28 de fevereiro.
- Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, morto em 17 de março.
- Mohammad Pakpour, chefe da Guarda Revolucionária, morto em 28 de fevereiro.
- Abdol Rahim Mousavi, chefe do Estado-Maior, morto em 28 de fevereiro.
- Aziz Nasir-Zadeh, ministro da Defesa, morto em 28 de fevereiro.
- Gholam Reza Soleimani, chefe das Forças Basij, morto em 17 de março.
Outros altos funcionários assassinados incluem Mohammad Shirazi, Ali Shamkhani, Hassan Ali-Tajib, Gholam-Reza Rezaeian, Hossein Jabal Amelian, Reza Motafari-Nia, Saleh Asadi, Jalali Hossein, Yahya Hamdi, Akbar Ebrahim-Zadeh e Bahram Hosseini Motlaq.
Entre os que permanecem vivos estão Mojtaba Khamenei, novo líder supremo, e Masoud Pezeshkian, presidente do Irã, que não foi alvo de ataques. Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores, também sobreviveu e continua a trabalhar nas negociações de um acordo nuclear.

