Transtornos alimentares estão sendo apresentados como um novo ‘estilo de vida’ nas redes sociais, especialmente no Instagram e TikTok. Médicos alertam para os riscos associados a essa nova realidade.
Conteúdos virais incentivam comportamentos prejudiciais, como interromper a alimentação e prolongar jejuns. Esses vídeos, que muitas vezes são produzidos por profissionais de nutrição, promovem práticas que podem agravar a saúde mental e física dos jovens.
Especialistas destacam que a transformação de transtornos alimentares em hábitos de saúde está criando uma comunidade sem controle nas redes sociais. Isso resulta em um aumento no número de pacientes jovens, incluindo crianças de nove anos em tratamento, e casos de perda de peso extrema.
Além disso, a anorexia está sendo associada ao uso de ‘canetas emagrecedoras’, que são utilizadas por pessoas sem sobrepeso para restringir a alimentação. Médicos alertam que esse uso pode levar a quadros graves de anorexia.
O psiquiatra Fábio Salzano, do Ambulim, ressalta que os transtornos alimentares estão sendo naturalizados nas redes sociais, criando um ambiente perigoso para os jovens. O psiquiatra Amilton dos Santos Júnior também aponta que essas comunidades oferecem um falso senso de pertencimento, colocando em risco a saúde de pessoas vulneráveis.
O Ministério da Saúde registrou 968 atendimentos a pessoas com transtornos alimentares no ano passado, com a maioria dos casos sendo de anorexia. Quase 300 pessoas precisaram ser internadas devido à gravidade dos quadros.
O Conselho Federal de Nutrição está investigando o aumento de denúncias relacionadas a nutricionistas que promovem conteúdos prejudiciais. A nutricionista Juliana Pizzol destaca que essas práticas comprometem a saúde da população e configuram infrações éticas.
Os especialistas alertam que o uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento, como as canetas emagrecedoras, pode levar a novos quadros de anorexia e desnutrição extrema.

