Ametista do Sul transforma antigas minas em atração turística

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Ametista do Sul, localizada no Norte do Rio Grande do Sul, está transformando antigas minas de extração de ametista em novas atrações turísticas. Os espaços subterrâneos, escavados ao longo de décadas de garimpo, foram adaptados para receber restaurantes, museus e piscinas aquecidas, aumentando o fluxo de visitantes à cidade.

Os corredores e galerias, formados na rocha e revestidos por cristais de milhões de anos, são parte central da experiência. A exploração subterrânea, que antes era voltada apenas ao garimpo, agora possui uma nova função. “Hoje é o nosso ponto forte pela questão da exclusividade. Nenhum outro local, acredito que, no Brasil ou no mundo, consiga explorar o subterrâneo da maneira que fazemos aqui”, afirmou Everson Cadena, diretor de um dos complexos turísticos.

Turistas de várias regiões têm percorrido longas distâncias para conhecer as minas. Um grupo de Poços de Caldas, em Minas Gerais, viajou mais de mil quilômetros até Ametista do Sul. Leo Reis, um dos visitantes, expressou seu encantamento: “Embora tenha mina lá, a gente nunca teve a possibilidade de explorar. É uma sensação de conhecer as minas e imaginar como é a extração da ametista.” Com cerca de sete mil habitantes, Ametista do Sul recebe milhares de visitantes anualmente, e o turismo representa aproximadamente 30% da economia local.

O prefeito Gilmar da Silva destacou: “Será o grande potencial de desenvolvimento da nossa cidade. Temos uma história de extração e industrialização, mas precisamos caminhar para esse novo futuro.” Além das atrações subterrâneas, a cidade conta com uma pirâmide esotérica na praça central, voltada para a conexão com as pedras preciosas e alinhamento espiritual, e a Paróquia de São Gabriel, que é revestida com 40 toneladas de ametista.

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Neste final de semana, ocorre mais uma edição da Expopedras, evento que reúne expositores de pedras, joias e o setor turístico para celebrar as belezas locais. A expectativa é receber 60 mil visitantes no evento, que deve movimentar cerca de R$ 15 milhões. “Atraímos todos os tipos de público, de escolares à terceira idade, e também no turismo de energias positivas”, disse Sílvio Poncio, presidente da Associação de Desenvolvimento Turístico.

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