Os fãs de Chappell Roan gritaram “f*da-se o Flamengo” no gramado do Autódromo de Interlagos, em São Paulo, minutos antes da artista subir ao palco no Lollapalooza 2026 neste sábado (21). A cantora norte-americana se apresenta pela primeira vez no Brasil e é a headliner do festival.
A polêmica começou quando o volante Jorginho, do Flamengo, usou as redes sociais para criticar a artista. Ele relatou que sua esposa e filha, que estão na capital paulista para assistir ao show, foram mal tratadas pela equipe de Chappell Roan. Segundo Jorginho, elas estavam hospedadas no mesmo hotel que a artista e, durante o café da manhã, passaram perto dela, o que gerou a confusão.
Chappell Roan, cujo nome verdadeiro é Kayleigh Rose Amstutz, é uma artista lésbica de 26 anos, nascida no estado do Missouri. O nome artístico é uma homenagem ao seu avô, que faleceu de câncer em 2016, e à sua música preferida, “The Strawberry Roan”, de Marty Robbins.
A carreira de Chappell começou em 2017, quando viralizou com a música “Die Young”. Em 2018, ela se mudou para Los Angeles e começou a explorar sua identidade queer, sendo acolhida pela comunidade de drag queens de West Hollywood. “Eu sentia que podia ser quem eu quisesse ser aqui. Isso mudou tudo”, declarou Roan em entrevista à revista Rolling Stone.
Esse sentimento inspirou a composição de “Pink Pony Club”, seu primeiro sucesso, que fala sobre a vontade de ser uma dançarina de West Hollywood. Desde então, Chappell Roan lançou vários singles, abriu shows de Olivia Rodrigo e se apresentou em festivais como Coachella e Governors Ball.
Chappell Roan é influenciada por artistas como Kate Bush, Lana Del Rey e Lorde, produzindo música pop com sintetizadores e uma pegada nostálgica. Suas referências de estilo incluem Boy George e Vivienne Westwood.

