Caso Henry Borel: detalhes da investigação e julgamento dos réus

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O caso do menino Henry Borel, que faleceu em 8 de março de 2021, gerou grande repercussão nacional. Monique Medeiros e Dr. Jairinho, mãe e padrasto do garoto, são réus no processo e passarão por julgamento em júri popular no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro na próxima segunda-feira, 23 de março.

A história da morte de Henry começou no apartamento onde Monique e Jairinho moravam. O casal levou a criança desacordada para o hospital, onde foi constatado que o menino já chegou sem vida. Monique e Jairinho alegaram que Henry teria sofrido um acidente doméstico, mas a perícia descartou essa possibilidade devido à gravidade dos ferimentos.

O laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML) revelou que Henry sofreu 23 ferimentos. A causa da morte foi identificada como hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente, além de lesões na cabeça, nariz, rins, pulmões e hematomas no abdômen e punho.

Para avançar nas investigações, foram apreendidos celulares e computadores. Uma tecnologia israelense foi utilizada para recuperar mensagens apagadas do celular de Monique. As mensagens indicaram que a mãe já havia sido alertada por uma babá sobre agressões que Jairinho cometia contra Henry um mês antes da morte.

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As investigações concluíram que as agressões eram frequentes e que Monique tinha conhecimento e consentia com as violências. A denúncia do Ministério Público acusa o casal de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Monique também responde por falsidade ideológica por ter mentido no hospital.

O pai de Henry, Leniel Borel, expressou sua expectativa de condenação dos réus, afirmando: “Meu filho foi brutalmente assassinado na presença da mãe e do padrasto. Minha expectativa para esse júri é de muita ansiedade, e eu espero que a justiça seja feita na proporção da brutalidade que cometeram.”

Em caso de condenação, Leniel espera uma pena alta para o casal: “Eu espero, no mínimo, de 50 a mais de 70 anos para aqueles dois.” Apesar de sua luta por justiça, ele acredita que nunca haverá reparação para a morte do filho.

Monique e Jairinho estão presos no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Monique está detida no Instituto Penal Talavera Bruce, uma das maiores penitenciárias femininas do estado. Jairinho, que era médico e vereador, perdeu ambos os títulos após as investigações sobre a morte de Henry.

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