Uma estátua de Cristóvão Colombo foi erguida nos arredores da Casa Branca neste fim de semana. A ação marca mais uma tentativa do presidente Donald Trump de reforçar a imagem do explorador europeu como figura central na história dos Estados Unidos.
A escultura pesa uma tonelada e tem cerca de quatro metros de altura. Ela foi posicionada em frente ao Eisenhower Executive Office Building, na Avenida Pensilvânia. A obra é uma réplica de um monumento que foi derrubado por manifestantes em Baltimore durante protestos antirracismo em 2020.
A nova versão foi refeita com fragmentos recuperados da estátua original, que foi retirada do porto da cidade após ser jogada na água. No pedestal da estátua, foram registradas as datas de sua destruição em 4 de julho de 2020, sua reconstrução em 2022 e sua rededicação por Trump em outubro de 2025.
Em uma carta enviada a Basil Russo, líder da Conferência dos Presidentes das Principais Organizações Ítalo-Americanas, Trump afirmou que Colombo foi “o herói americano original” e um dos homens mais “visionários” da história. A Casa Branca também declarou que o navegador será honrado como herói pelas próximas gerações.
A iniciativa ocorre em meio a esforços do governo Trump para reinstalar monumentos removidos após os protestos desencadeados pela morte de George Floyd, em 2020. Na época, diversas estátuas de Colombo foram alvo de críticas e retiradas devido à associação do explorador com a escravidão e a violência contra povos indígenas.
Nos últimos anos, a homenagem ao navegador tem sido contestada. Em 2021, o então presidente Joe Biden proclamou o Dia dos Povos Indígenas na mesma data em que era celebrado o feriado do Dia de Colombo, afirmando que a chegada do explorador marcou o início de um período de violência, deslocamento e disseminação de doenças entre populações nativas.
Embora tradicionalmente celebrado como o responsável pela chegada de europeus às Américas em 1492, Colombo nunca esteve no território dos Estados Unidos.

