O Ibovespa abriu o pregão desta terça-feira (24) em queda, registrando 181.597 pontos. O movimento reflete a leitura do mercado sobre a ata do Copom, que trouxe um tom mais cauteloso e aumentou as incertezas sobre o início de cortes na taxa de juros, especialmente em meio às tensões geopolíticas.
No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda em Brasília. Ele se reúne pela manhã, no Palácio do Planalto, com o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Em seguida, participa da cerimônia de entrega simultânea de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.
Entre os ativos, o setor bancário opera no negativo, pressionando o índice. O Santander Brasil (SANB11) lidera as perdas, com recuo de -1,26%, seguido pelo Itaú Unibanco (ITUB4), que cai -1,10%. O Bradesco (BBDC4) apresenta queda de -0,89%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) registra desvalorização de -0,67%.
No varejo, o movimento também é de baixa. A Arezzo (AZZA3) recua -2,47%, enquanto a Vivara (VIVA3) apresenta queda de -1,76%.
No cenário internacional, os mercados permanecem sensíveis à escalada de tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A falta de clareza sobre os próximos desdobramentos do conflito pressiona os ativos globais, revertendo parte do otimismo observado na véspera. Na segunda-feira, declarações do presidente Donald Trump impulsionaram um rali, após sinalizações de possível avanço nas negociações com Teerã, mas o movimento perdeu força diante de novas incertezas e da falta de confirmação por parte do Irã.
O petróleo voltou a subir, alcançando o patamar de 100 dólares por barril, após registrar queda relevante no pregão anterior. Essa situação reflete a preocupação com o Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% da produção global da commodity.
Para Bruno Yamashita, Coordenador de Alocação e Inteligência da Avenue, o mercado não tem expectativa de corte de juros devido ao cenário de guerra. “O mercado hoje já não tem mais uma perspectiva de corte de juros, nos Estados Unidos, apesar do Banco Central Americano ainda manter uma perspectiva de corte”, explicou Bruno.
O dólar operava a R$ 5,27 às 11h15, enquanto os índices futuros em Wall Street indicavam um dia negativo: o Dow Jones Futuro caía 0,50%, o Nasdaq Futuro recuava 0,45% e o S&P 500 Futuro registrava baixa de 0,55%.

