Aluna relata constrangimento em academia por causa de ‘homens casados’

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A engenheira Poliana Frigi relatou em suas redes sociais, nesta terça-feira (24), que foi constrangida enquanto treinava em uma academia em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Segundo Poliana, uma funcionária do local pediu que ela cobrisse o top que usava, alegando que era ‘para sua segurança’, pois havia ‘homens casados’ na academia.

Poliana afirmou que a funcionária questionou se a peça que usava era um sutiã, após reclamações de outros alunos. A engenheira explicou que se tratava de uma roupa apropriada para treino. Ela disse: ‘Eu falei assim: ‘Não, moça, isso aqui é um top’. Daí ela: ‘Ah, é? Você não teria uma camiseta para colocar, alguma coisa para cobrir? Porque tem homens casados aqui e não fica legal para você, né? Principalmente pela sua própria segurança’.’ Poliana ficou em choque com a situação.

Assustada, Poliana foi com o namorado questionar a conduta da funcionária e pediu para falar com o responsável pela academia. Foi informada de que a abordagem havia sido autorizada pelo gerente do estabelecimento. Ela também mencionou que não recebeu pedido de desculpas e que a empresa não entrou em contato com ela. ‘Até onde isso vai ser normal? Até onde pessoas, homens e mulheres, vão chegar e repreender outras mulheres pelo vestimento delas?’, questionou.

O relato de Poliana viralizou nas redes sociais, alcançando mais de 42 mil visualizações. A John Boy Academia, responsável pela unidade, publicou uma nota afirmando que tomou conhecimento das manifestações e que o caso está sendo tratado com ‘máxima seriedade e atenção’. O comunicado destaca o compromisso da rede em proporcionar um ambiente respeitoso e seguro para todos os alunos e informa que iniciou uma apuração interna para esclarecer o ocorrido.

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No entanto, Poliana rebateu o posicionamento da academia, afirmando que não foi procurada pela empresa. Ela disse que tentou resolver a situação de forma respeitosa, mas não obteve retorno. ‘É revoltante ver uma versão sendo exposta publicamente que não condiz com a realidade, enquanto o desrespeito vivido por mim é minimizado’, afirmou.

A nota da academia também menciona que estão buscando contato direto com Poliana para ouvi-la e que já iniciaram a revisão de seus protocolos de atendimento e comunicação, incluindo treinamentos sobre respeito, diversidade e inclusão para toda a equipe. A academia pediu desculpas à aluna e a todos que se sentiram afetados pelo episódio, reafirmando seu compromisso com a melhoria contínua de seus processos.

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