Na quarta-feira, 25 de março de 2026, Zhu Fenglian, porta-voz do gabinete de assuntos de Taiwan do governo chinês, afirmou que a China “jamais prometerá renunciar ao uso da força” contra Taiwan, que considera parte de seu território. A declaração foi uma resposta a um relatório de inteligência dos Estados Unidos que indicava que Pequim não planeja invadir a ilha e prefere uma “unificação sem chegar ao conflito”.
“Estamos dispostos a criar amplo espaço para a reunificação pacífica e, com a máxima sinceridade e os maiores esforços, lutaremos pela perspectiva de uma reunificação pacífica. Mas jamais permitiremos que a soberania e a integridade territorial da China sejam minadas. Jamais prometeremos renunciar ao uso da força e manteremos a opção de tomar todas as medidas necessárias”, disse Zhu.
O porta-voz também ressaltou que a questão de Taiwan não admite interferência externa e reiterou que os Estados Unidos devem respeitar o princípio de “Uma Só China”, que considera Taiwan uma parte inalienável do território chinês. Apesar de funcionar como uma entidade autônoma, com governo, exército e moeda próprios, a maioria dos países não reconhece Taiwan formalmente como um Estado independente.
Zhu afirmou que “reunificação pacífica é nossa política básica para resolver a questão” e apontou que a situação no Estreito de Taiwan é complexa e grave devido à conivência das autoridades taiwanesas com forças externas na busca pela “independência”. “Jamais toleraremos isso nem demonstraremos qualquer indulgência em relação a tal situação”, concluiu.
O relatório anual de inteligência dos Estados Unidos, divulgado na última quarta-feira, destacou que a China não planeja invadir Taiwan em 2027, como previsto anteriormente. “Os dirigentes chineses não têm atualmente a previsão de executar uma invasão de Taiwan em 2027, nem contam com um calendário fixo para obter a unificação”, afirmou o documento de Avaliação Anual de Ameaças.
O relatório acrescentou que, em 2026, Pequim provavelmente continuará tentando estabelecer as condições para uma eventual unificação com Taiwan, sem chegar ao conflito. O documento também avaliou que uma invasão anfíbia de Taiwan seria extremamente desafiadora e acarretaria um risco elevado de fracasso, especialmente em caso de intervenção dos Estados Unidos.
Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, já havia rebatido as informações na semana passada, afirmando que “a questão de Taiwan é um assunto interno da China” e pediu que o governo americano “fale e aja com prudência” a respeito da ilha. Washington não reconhece Taiwan formalmente como país, mas é o principal apoio militar da ilha.

