Prisão de Maduro e Cilia Flores: condições e desafios após 80 dias

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn há mais de 80 dias, aguardando a próxima audiência marcada para esta quinta-feira (26) em Nova York.

O deputado Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, filho do ex-presidente, afirmou que seu pai está “de bom humor” e “muito forte”, além de se exercitar diariamente. Ele descreveu Flores como uma “primeira combatente, firme e alerta” diante dos processos judiciais que enfrentam.

No entanto, relatos de pessoas com acesso à prisão indicam uma realidade diferente. Maduro e Flores, que se declararam inocentes, enfrentam acusações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção.

O Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn é criticado por suas condições, descritas como perigosas e desumanas. Advogados e detentos o caracterizam como um “inferno na Terra”, com longos períodos de isolamento e condições insalubres.

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Especialistas afirmam que figuras de alto perfil, como Maduro, são frequentemente mantidas em confinamento solitário por motivos de segurança. Cameron Lindsay, ex-diretor do centro, explicou que a rotina pode incluir 23 horas por dia em confinamento, com refeições entregues por uma fresta na porta e pouco contato com outros detentos.

Embora o Departamento Federal de Prisões (BOP) não confirme a unidade específica em que Maduro se encontra, especialistas acreditam que ele está na Unidade de Habitação Especial (SHU), que é a mais restritiva dentro da instalação.

Outro ponto importante é a separação entre Maduro e Flores, que, mesmo sendo casados, estão alojados em unidades diferentes e não podem se comunicar diretamente devido a ordens de “não contato” impostas pelos tribunais.

Além disso, há queixas sobre a qualidade da alimentação no MDC. Maduro Guerra atribui a perda de peso de seu pai à disciplina e exercícios, mas denúncias judiciais indicam que os detentos recebem alimentos vencidos e em condições inadequadas.

O Centro de Detenção Metropolitano abriga mais de 1.300 detentos e tem sido alvo de críticas por problemas de violência, contrabando e condições precárias. Apesar de alegações de melhorias, advogados e organizações de direitos civis afirmam que a realidade dentro da unidade permanece preocupante.

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A próxima audiência no caso de Maduro e Flores está prevista para esta quinta-feira (26) e faz parte do processo legal que ambos enfrentam.

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