O Festival Mururé acontece nos dias 28 e 29 de março em Belém, promovendo shows, performances e ballroom com artistas trans.
No sábado (28), o evento será realizado no espaço Coisas de Negro, em Icoaraci, e no domingo (29), na Casa Apoena, na Cidade Velha. A programação inclui artistas da cena independente local, com apresentações de rap, música eletrônica e performances.
Em Icoaraci, o line-up conta com DJ Theo Rawi, Yara MC, Borblue, Afrotonni e a apresentação conjunta de Iris, Raidol e Flor de Mururé, além de uma batalha trans. Na Cidade Velha, se apresentam DJ M3NORME, Helena Pessoa, Melissandra e Miss Tacaca, com destaque para o Mini Ball Aguapé, inspirado na cultura ballroom.
Flor de Mururé, idealizador do festival, destaca que a proposta surgiu da falta de referências trans nos palcos.
““O festival foi criado pela necessidade de assistir e ver artistas trans no palco, de ter essas referências. Eu não tinha isso na época, e queria ver pessoas trans nesse lugar de visibilidade”,”
afirma.
Ele acrescenta que o projeto foi desenvolvido coletivamente e busca ampliar o protagonismo na cena cultural.
““A ideia é que esse festival dê visibilidade para pessoas trans, que elas possam aparecer e ocupar esses espaços. Ele é pensado para ser feito por pessoas trans, com esse protagonismo”,”
completa.
Além das apresentações, o festival busca descentralizar o acesso à cultura, ocupando diferentes territórios da cidade e conectando a produção artística trans a várias regiões de Belém. O evento foi contemplado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) 2025.
Serviço:
Festival Mururé
28 de março
Local: Coisas de Negro, em Icoaraci
Programação:
20h – Yara MC
21h10 – Borblue
22h20 – Afrotonni
23h30 – Iris + Raidol + Flor
00h40 – Trans Batalha
01h30 – Encerramento
29 de março
Local: Casa Apoena, na Cidade Velha
Programação:
19h – Helena Pessoa
20h10 – Melissandra
21h20 – Mini Ball Aguapé
22h30 – Miss Tacaca
23h30/00h – Encerramento
Entrada solidária: 1 kg de alimento não perecível e/ou 1 item de higiene pessoal (como papel higiênico, lenço umedecido ou pasta de dente)
Gratuidade: pessoas trans e travestis não pagam.

