O Ibovespa recuou 1,45% nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, fechando em 182,7 mil pontos. A bolsa de valores apresentou cautela e aversão ao risco, influenciada pelo desencontro de notícias sobre o conflito no Oriente Médio.
As negociações em torno de um possível cessar-fogo geraram incerteza e volatilidade nos mercados globais. No cenário doméstico, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15, a prévia oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,44% em março, superando as expectativas de analistas, que projetavam um IPCA-15 de 0,29%.
““É o primeiro IPCA após o início do conflito, que mostrou uma pequena pressão inflacionária”, afirmou Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.”
O fechamento do mercado também foi impactado por um movimento de realização de lucros. A queda do índice poderia ter sido mais acentuada se não fosse a sustentação das ações das petrolíferas, que voltaram a subir.
Entre as ações de peso no principal índice da B3, os bancos apresentaram desempenho negativo, pressionados pela inflação prévia. O Banco do Brasil (BBAS3) caiu 3,35%, enquanto o Itaú (ITUB4) recuou 2,69%. O Bradesco (BBDC4) teve uma queda de 2,39%, e o Santander (SANB11) encerrou o dia com desvalorização de 1,69%.
O dólar, por sua vez, valorizou-se e foi cotado a R$ 5,23. No mercado internacional, a moeda americana e o preço do barril de petróleo brent também subiram, com a commodity sendo negociada acima dos 100 dólares, em meio aos desdobramentos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

