O cão comunitário Johnny, que foi atacado por uma moradora em Goiânia, teve cerca de 40% do corpo queimado e não tem previsão de alta, conforme informou a delegada Simelli Lemes, do Grupo de Proteção Animal.
A Polícia Civil indiciou Cacilda Ferreira de Almeida pelo crime de maus-tratos. A defesa da mulher não se manifestou sobre o caso.
Segundo a delegada, embora o advogado Whashington Soares tenha afirmado que Cacilda confessou o crime, ela permaneceu em silêncio durante o depoimento à polícia. “A gente percebe que houve uma intenção de provocar esse sofrimento no animal. Na perícia, a gente pode ver que sai um vapor quando o líquido toca o corpinho do animal, fora os uivos dele de dor”, destacou Simelli em entrevista.
Johnny apresenta queimaduras de primeiro, segundo e terceiro grau, além de uma infecção generalizada, necessitando de internação e suporte de oxigênio. Caso Cacilda seja condenada, a pena pode variar entre 2 a 5 anos de prisão.
O ataque ocorreu no dia 5 de março e foi registrado por câmeras de segurança no Setor Castelo Branco. As imagens mostram Johnny deitado na calçada e, após ser atingido pelo líquido quente, ele sai correndo assustado. Moradores resgataram o cão e limparam seus ferimentos.
A moradora Cláudia Oliveira relatou: “Ele foi queimado. Jogaram óleo nele. Quando ele chegou de volta, todo machucado, estava grudado no couro, na carne viva e muito óleo. Aí a gente começou a lavar”.
A denúncia à polícia foi feita no dia 12 de março. Como a suspeita não foi flagrada no momento do crime, ela não foi presa. Denúncias de maus-tratos a animais podem ser feitas à Polícia Civil pelo WhatsApp do 197, pela delegacia virtual ou presencialmente.

