O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, na quarta-feira (25), um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Pedro Arthur Turra Basso. O ex-piloto permanece preso sob a acusação de espancar e matar um adolescente de 16 anos em janeiro deste ano, em Águas Claras, no Distrito Federal.
A decisão, assinada pelo ministro Messod Azulay Neto, destaca que a prisão preventiva de Turra é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a percussão penal. O ministro também mencionou que a decisão anterior que decretou a prisão preventiva indicava que o acusado teria tentado contatar testemunhas para alinhar versões sobre os fatos investigados.
““Tal circunstância revela risco concreto de interferência na instrução criminal, apto a justificar a custódia cautelar também sob o fundamento da conveniência da instrução processual”, diz a decisão.”
Este é o segundo pedido de habeas corpus negado pelo mesmo magistrado. Em fevereiro, ele já havia recusado uma liminar, considerando o recurso prejudicado, uma vez que a defesa questionou a decisão de outro desembargador que também havia negado o habeas corpus. O ministro afirmou que não cabe liberdade em relação a esse tipo de decisão.
Pedro Turra está detido no Centro de Detenção Provisória, no Complexo da Papuda, desde 3 de fevereiro. A defesa do ex-piloto foi contatada, mas não houve retorno até o momento.
No dia 24 de janeiro de 2026, Turra e Rodrigo Castanheira se envolveram em uma discussão após uma festa. Segundo as investigações, Turra se irritou com um comentário da vítima sobre um chiclete que ele havia jogado para um amigo. Após o desentendimento, Turra desceu do carro e agrediu o adolescente, desferindo diversos golpes.
Durante a agressão, Castanheira bateu a cabeça na porta de um veículo, resultando em traumatismo craniano e uma parada cardiorrespiratória que durou 12 minutos. O jovem permaneceu em coma induzido até sua morte.
O piloto já havia sido detido anteriormente pelo mesmo incidente, mas recebeu liberdade provisória antes que a prisão preventiva fosse decretada. Além do caso que resultou na morte de Castanheira, a PCDF investiga outros três casos envolvendo Turra em Águas Claras, ocorridos em 2025, incluindo fornecimento de bebida alcoólica a menor e lesão corporal.

