Empresário se torna réu por feminicídio e simulação de acidente em Minas Gerais

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Justiça de Minas Gerais tornou réu Alison de Araújo Mesquita, empresário de 43 anos, acusado de matar a namorada, Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, e forjar um acidente de carro para encobrir o crime. A decisão foi proferida na sexta-feira (27) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri de Belo Horizonte.

Henay foi assassinada em dezembro do ano passado, em um apartamento no bairro Nova Suíça, durante a madrugada do dia 14. Segundo o Ministério Público, Alison asfixiou a companheira e, horas depois, tentou encobrir o crime simulando um acidente na rodovia MG-050, em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas.

A juíza aceitou a denúncia por feminicídio, com qualificadoras de violência doméstica e familiar, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de fraude processual. A prisão preventiva do empresário foi mantida, ele foi detido durante o velório da mulher.

O casal tinha um relacionamento conturbado, com histórico de agressões físicas e psicológicas. No dia do crime, Henay manifestou a intenção de terminar o relacionamento, o que levou Alison a agir de forma violenta.

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Após cometer o crime, Alison colocou o corpo da namorada no banco do motorista do carro e se sentou no banco do passageiro, simulando que ela estava dirigindo. Ele provocou uma batida com um micro-ônibus na MG-050 para fazer parecer que Henay havia morrido no acidente.

Alison foi detido na manhã seguinte ao crime, durante o velório da companheira. Um dia após a detenção, o advogado do empresário confirmou que ele confessou à polícia ter matado a namorada e simulado a colisão para encobrir o crime. O Ministério Público classificou a conduta de Alison como uma demonstração de “extrema objetificação da mulher” e um “acentuado grau de misoginia”.

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