Viúva e irmã condenadas a mais de 20 anos por assassinato de dono de cartório

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A viúva Alyssa Martins de Carvalho Chaves e sua irmã Aleyna Martins de Carvalho foram condenadas a penas superiores a 20 anos por assassinato. O julgamento ocorreu na sexta-feira, 27 de março de 2026, em relação ao caso do dono de cartório Luiz Fernando Alves Chaves, de 40 anos, em Rubiataba, Goiás.

Alyssa recebeu uma pena de 30 anos, enquanto Aleyna foi condenada a 24 anos, 11 meses e 27 dias. Ambas não têm direito a recorrer em liberdade, uma vez que as penas superam oito anos e persistem os requisitos que justificaram a prisão preventiva.

O crime aconteceu na noite de 28 de dezembro de 2021, quando Luiz Fernando foi sequestrado em sua casa e levado em seu próprio carro. O juiz Liciomar Fernandes da Silva destacou em sua sentença que as consequências do crime foram extremamente graves, deixando os três filhos menores em situação de desamparo.

““Eliminou a perspectiva de estabilidade patrimonial futura com a atividade cartorária”, afirmou o juiz.”

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Além das irmãs, cinco outros indivíduos estiveram envolvidos no crime e já foram condenados. Ana Cláudia da Silva Rosa, amante de Alyssa e idealizadora do crime, recebeu uma pena de 28 anos, 1 mês e 12 dias. Luizmar Francisco Neto, responsável pelo planejamento, foi condenado a 31 anos e 6 meses. André Luiz Silva, recrutador dos executores, recebeu 24 anos, 11 meses e 27 dias. Edivan Batista Pereira, executor, foi condenado a 41 anos, 6 meses e 27 dias, enquanto Laurindo Lucas Gouveia dos Santos, motorista e executor, recebeu 26 anos, 5 meses e 13 dias.

O Ministério Público informou que Luizmar arquitetou o crime e se encontrou com os atiradores para repassar informações sobre a rotina da vítima. Ele também entregou as chaves da casa e o controle do portão. Ana Cláudia e Alyssa, envolvidas amorosamente, idealizaram a morte do cartorário. André Luiz Silva forneceu a arma utilizada no assassinato.

O juiz considerou a brutalidade do crime, destacando que Edivan atirou várias vezes contra Luiz Fernando, mesmo após ele pedir clemência. A Polícia Civil também apontou a frieza dos executores, que saíram para lanchar logo após o crime.

Luiz Fernando foi rendido dentro de casa, enquanto sua esposa estava na igreja com os filhos. Ele ficou em casa para estudar para um concurso. O cartorário foi levado em sua caminhonete para uma região de canavial, onde foi morto com 15 tiros. Seu corpo foi encontrado na madrugada seguinte.

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