No CPAC 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um discurso de 15 minutos, neste sábado, 28, onde criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Judiciário brasileiro. O evento, realizado nos Estados Unidos, é o maior encontro anual de ativistas e líderes conservadores.
Flávio comparou a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, à do ex-presidente americano Donald Trump, sugerindo semelhanças no combate à esquerda em seus países. O senador acusou o governo Lula de favorecer facções criminosas e de ter uma política externa contrária aos interesses dos Estados Unidos.
Sem apresentar provas, afirmou que Lula faria “lobby” por grupos como o Comando Vermelho e o PCC, além de priorizar relações com países como China, Cuba e Irã. “Esta é a encruzilhada que a América enfrenta: ou vocês têm o aliado mais poderoso do continente, ou um antagonista que se alinha com adversários americanos e torna sua política para a região impossível“, declarou Flávio, defendendo um realinhamento do Brasil com Washington.
O senador também destacou que seu pai “foi o aliado mais leal” de Trump e “o último líder mundial” a reconhecer Joe Biden como presidente dos Estados Unidos após a eleição de 2020. O discurso ocorre em um momento em que Lula e Trump mantêm relações cordiais, com o presidente americano afirmando ter tido uma “excelente química” com o petista.
Flávio criticou a esquerda na América Latina, a classificando como um bloco ideológico organizado, e afirmou que a direita voltará a vencer no Brasil, direcionando sua mensagem tanto ao público internacional quanto à sua base política. Sua participação no CPAC foi precedida por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que o apresentou como “ex-deputado federal em exílio”, após a cassação de seu mandato.
A presença de Flávio no CPAC reforça sua estratégia de aproximação com lideranças da direita global, em um evento considerado uma vitrine do conservadorismo mundial, reunindo políticos, empresários e ativistas alinhados a essa corrente.

