Coreia do Norte testa motor para míssil com potencial de atingir EUA

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Coreia do Norte realizou um teste de motor a combustível sólido em 29 de março de 2026, conforme anunciado pela mídia estatal. O evento ocorreu em um local não divulgado e foi supervisionado pelo líder Kim Jong-un.

Kim elogiou o teste como um avanço para a capacidade militar estratégica do país. A informação foi divulgada pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), que destacou que o teste pode indicar a intenção de Kim de modernizar o arsenal de mísseis com capacidade de alcançar o território continental dos Estados Unidos.

O motor testado possui um empuxo máximo de 2.500 quilotoneladas, superando as 1.971 quilotoneladas registradas em um teste anterior realizado em setembro. Especialistas acreditam que o aumento da potência do motor pode estar relacionado a esforços para equipar mísseis com múltiplas ogivas, aumentando a eficácia contra as defesas dos EUA.

A KCNA não forneceu detalhes sobre o local ou o momento exato do teste. O teste faz parte de um programa de cinco anos de expansão militar da Coreia do Norte, que inclui o aprimoramento de mísseis balísticos intercontinentais com capacidade nuclear.

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Kim Jong-un afirmou que o teste tem “grande significado para elevar o poder militar estratégico do país ao mais alto nível”. Nos últimos anos, a Coreia do Norte tem realizado diversos testes de mísseis, demonstrando a capacidade de atingir o território continental dos EUA.

Os mísseis de combustível sólido dificultam a detecção antes do lançamento, ao contrário dos modelos mais antigos de combustível líquido, que precisam ser abastecidos antes do disparo. Especialistas estrangeiros alertam que a Coreia do Norte ainda enfrenta desafios tecnológicos para ter um ICBM totalmente funcional, especialmente em relação à resistência das ogivas durante a reentrada na atmosfera.

Desde o fracasso das negociações de alto nível com os EUA em 2019, a Coreia do Norte intensificou seus esforços para expandir seu arsenal nuclear. Em fevereiro, Kim deixou em aberto a possibilidade de diálogo com o ex-presidente Donald Trump, mas pediu que os EUA abandonem a exigência de desnuclearização como condição para negociações.

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