Estudo revela pela primeira vez o mapa completo dos nervos do clitóris

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Pesquisadores europeus divulgaram um estudo inédito em 20 de março de 2026, revelando pela primeira vez o mapa completo dos nervos do clitóris, um órgão que, por muito tempo, foi cercado por desconhecimento. Após 30 anos do mapeamento da rede de nervos do pênis, a ciência finalmente voltou sua atenção para o clitóris, o que pode mudar a forma como a medicina entende o prazer feminino.

A pesquisa utilizou tecnologia avançada de raios X para criar imagens em 3D de pélvis femininas doadas à ciência. O trabalho identificou cinco conjuntos principais de nervos, com ramificações semelhantes a árvores, que percorrem o clitóris, essencial para o orgasmo. As descobertas mostraram que muito do que se acreditava até hoje estava incompleto ou incorreto.

Até 1995, o clitóris era praticamente ignorado pela medicina tradicional, refletindo um longo histórico de tabu em torno da sexualidade feminina. O novo estudo mapeou terminações nervosas que se estendem até o monte pubiano, o capuz do clitóris e as estruturas dos lábios vaginais. Uma descoberta importante contraria uma teoria antiga: acreditava-se que o principal nervo do clitóris perdia força ao se aproximar da glande, mas as imagens mostram que ele permanece robusto até o fim, ajudando a explicar a sensibilidade da região.

““Este é o primeiro mapa 3D dos nervos dentro das glândulas do clitóris”, afirmou a pesquisadora Ju Young Lee, do Centro Médico da Universidade de Amsterdã.”

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Além de ampliar o conhecimento científico, a descoberta tem um impacto direto na saúde das mulheres. O novo mapeamento pode ajudar médicos a evitar danos durante cirurgias pélvicas e aprimorar procedimentos de reconstrução em vítimas de mutilação genital feminina. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 230 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo já passaram por esse tipo de mutilação.

Em muitos casos, mesmo após cirurgias reconstrutivas, há perda parcial da função sexual, algo que a ciência espera reduzir com base nesse novo conhecimento. O estudo representa um avanço simbólico, mostrando que a ciência começa a tratar com seriedade e profundidade um tema historicamente negligenciado.

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