Uma quadrilha tem causado medo entre motoristas em São Paulo ao agir de forma rápida e violenta durante congestionamentos. Os criminosos aproveitam o trânsito parado para quebrar os vidros dos carros e roubar celulares e objetos de valor. A ação dura poucos segundos e frequentemente ocorre à luz do dia, em vias movimentadas da capital.
A dinâmica do crime se repete: os suspeitos se aproximam a pé, atacam o veículo e fogem correndo, antes que a vítima consiga reagir. Uma motorista relatou:
“”O barulho parece um tiro dentro do carro””
. Outro motorista descreveu:
“”Eu só olhei pro lado e vi estilhaços de vidro por todo lado””
.
A frequência dos ataques impressiona quem circula pela cidade. Uma condutora afirmou:
“”Se você vir na Rua do Glicério, é de manhã, tarde, noite, de madrugada””
. Para muitos, o sentimento é de que esse tipo de roubo é inevitável. Uma vítima comentou:
“”A situação é tensa, é de alerta, de medo, de insegurança””
.
Uma das ocorrências acompanhadas pela reportagem mostra o desespero de uma família logo após o crime, na região da Baixada do Glicério, no centro da cidade. A vítima, ainda abalada, contou:
“”Eles acabaram de me roubar na esquina… arregaçaram o vidro do meu carro, levaram meu celular””
. Mesmo com uma base policial próxima, a sensação de abandono aumentou a revolta. A vítima afirmou:
“”O posto policial está de frente e isso não impediu””
.
Ao procurar ajuda, ouviu que deveria registrar ocorrência. Um policial confirmou que, sem flagrante, o procedimento é encaminhar o caso para investigação. Com a escalada dos casos, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo iniciou, na semana passada, uma operação para combater o crime conhecido como “quebra-vidro”. Alguns dos pontos mais críticos receberam reforço no policiamento.
Osvaldo Nico Gonçalves, secretário de Segurança de São Paulo, destacou:
“”Eles [os criminosos] aproveitam aquele momento de trânsito, de chuva. Final da tarde, quando tem aquele tráfico carregado, eles conseguem fugir na contramão””
. Apesar das investigações, o sentimento de insegurança ainda predomina entre os motoristas. Muitos passaram a usar aplicativos de navegação para marcar áreas de risco em tempo real e tentar evitar problemas.


