Um homem suspeito de ser o mandante da morte do entregador Antônio Josué do Nascimento Oliveira, de 24 anos, foi preso nesta segunda-feira (30) em um flat no bairro Meireles, em Fortaleza. Ele é apontado como integrante de uma facção criminosa paulista e tentava fugir para São Paulo quando foi capturado.
O crime ocorreu em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. Antônio Josué saiu de casa, no bairro Granja Lisboa, após receber uma solicitação de entrega de um aplicativo de delivery de comida para o bairro Araturi. No local, ele foi submetido a um “tribunal do crime” comandado por membros da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
O homem preso, que tem 39 anos e não teve o nome revelado, é o quinto suspeito detido no caso. Durante a abordagem, as autoridades encontraram drogas e munições no imóvel onde ele estava. Ele já possui um histórico criminal que inclui crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo.
Além dele, uma mulher de 26 anos, que também estava no flat, foi presa. Ela possui passagens por tráfico e associação para o tráfico e foi autuada por tráfico e posse ilegal de arma de fogo. O homem foi autuado ainda por resistência e receptação.
Antônio Josué ficou desaparecido por nove dias após sair de casa no dia 14 de março. Durante esse período, a família recebeu mensagens de criminosos exigindo um Pix de R$ 500 para a liberação do entregador. O pagamento foi realizado, mas mesmo assim, Josué não foi libertado. Seu corpo foi encontrado em um terreno baldio no dia 23 de março.
Três suspeitos do PCC já haviam sido presos anteriormente por envolvimento no crime. Uma quarta suspeita, identificada como Maria Lúcia de Oliveira Souza, de 30 anos, foi capturada com o celular do entregador. Ela tentou atacar os policiais no momento da prisão e foi autuada por integrar organização criminosa e resistência.
Maria Lúcia teve sua prisão preventiva decretada, mas foi autorizada a cumprir prisão domiciliar devido a ser mãe de uma criança de 6 anos com epilepsia. As medidas cautelares incluem proibição de contato com outros autuados e a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.
As investigações revelaram que o celular de Antônio Josué foi utilizado por Maria Lúcia após seu desaparecimento. Relatórios de telefonia mostraram que um homem identificado como Francisco Wanderson Santos Pereira, conhecido como



