O diretor-presidente do SGB (Serviço Geológico do Brasil), Vilmar Medeiros Simões, afirmou que a instituição está realizando novos mapeamentos para identificar depósitos de cobre no Brasil. Ele destacou que as reservas do metal podem aumentar nos próximos anos.
Vilmar foi entrevistado no programa Mapa da Mina, que discute a indústria de mineração. Ele declarou: “Há expectativa de que realmente a gente aumente o conhecimento sobre as reservas de cobre disponíveis. Os estudos estão sendo empreendidos. Mas há expectativa de que haja outros depósitos e outras áreas de interesse para cobre do país”.
O cobre é considerado o mineral “mais crítico” pelo setor, sendo essencial para tecnologias ligadas à eletrificação da economia. O metal é utilizado em sistemas de transmissão e distribuição de energia, veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, baterias e infraestrutura digital.
A demanda por cobre deve crescer com o avanço da inteligência artificial, que requer grandes data centers com infraestrutura elétrica robusta. O metal é fundamental em equipamentos de distribuição de energia e sistemas de resfriamento devido à sua alta condutividade elétrica e térmica.
A IEA (Agência Internacional de Energia) projeta um déficit de oferta de cobre de até 30% até 2035, caso novos projetos de mineração não avancem rapidamente. Atualmente, o Brasil responde por cerca de 1% da produção mundial de cobre, concentrada em poucas minas.
Um estudo do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) indica que o Brasil deve receber cerca de US$ 8,6 bilhões em investimentos no setor de cobre até 2030. O SGB priorizou o mapeamento e a prospecção de cobre, com foco na região de Carajás, que é a principal província mineral do país.
Além de Carajás, outras regiões como o Vale do Curaçá, na Bahia, e o Arco Magmático de Goiás também apresentam potencial para novas descobertas. Áreas pouco exploradas, como as províncias Rondônia–Juruena–Teles Pires e Tapajós, são consideradas promissoras.

