O Ministério Público do Estado do Maranhão arquivou, em decisão assinada na última quarta-feira, 25, a investigação envolvendo o influenciador Luan Oliveira, 37 anos, alvo de uma representação criminal por suposto aliciamento digital de menores.
A decisão não encerra o caso, que foi encaminhado a órgãos federais. A denúncia foi apresentada por Júlio César Minari Henrique, suplente de vereador em Taubaté (SP), no último dia 18, com base em conteúdos publicados nas redes sociais.
Segundo o documento ao qual a coluna GENTE teve acesso, o investigado utilizaria plataformas como TikTok, Instagram e YouTube para interagir com menores de idade, simulando ter 17 anos para se aproximar das vítimas.
A representação aponta que haveria registros de falas de cunho sexual feitas durante transmissões ao vivo, além de suposta “personificação etária fraudulenta” e uso de estratégias para conquistar a confiança de crianças e adolescentes.
O pedido solicitava medidas urgentes, como a abertura de inquérito policial, busca e apreensão de dispositivos eletrônicos e o bloqueio de contas digitais ligadas ao investigado.
Apesar da gravidade das acusações, o Ministério Público do Maranhão entendeu que o caso não deveria tramitar na promotoria local. Assim, o procedimento foi arquivado no âmbito estadual e encaminhado ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, que poderão dar continuidade às investigações.
Procurado, o influenciador não retornou até o momento dessa publicação.

