Um juiz federal suspendeu a construção de um salão de baile na Casa Branca, que já estava em andamento na área onde ficava a Ala Leste. A obra, orçada em 400 milhões de dólares, é financiada por doações particulares e aguarda aprovação do Congresso para prosseguir.
A Casa Branca, sede do executivo dos Estados Unidos, enfrenta limitações de espaço, o que leva à necessidade de marquises para recepções maiores, gerando inconvenientes em dias de chuva. O projeto do salão segue o estilo neoclássico, mas é criticado por suas dimensões desproporcionais em relação aos outros edifícios do complexo.
Donald Trump, que já elogiou os materiais utilizados na construção, incluindo o vidro à prova de balas e as colunas coríntias, teve a ideia de substituir as colunas jônicas do prédio antigo para harmonizar com o novo salão, mas essa proposta não avançou.
““Um grupo de lunáticos da esquerda radical””
Trump se referiu ao Fundo Nacional para a Preservação Histórica, que entrou com uma ação judicial para paralisar a construção. Enquanto isso, o presidente anunciou um projeto de uma biblioteca avaliada em um bilhão de dólares, que será construída em Miami e não afetará o patrimônio histórico.
O projeto da biblioteca, liderado por Eric Trump, inclui uma réplica da escada rolante dourada da Trump Tower e está previsto para abrigar o Air Force One, que Trump receberá como presente do Catar. Além disso, o local contará com duas estátuas monumentais de Trump, gerando comparações com estátuas de líderes autoritários.
A biblioteca de Barack Obama, que será inaugurada em 19 de junho, é descrita como um cubo de concreto brutalista, contrastando com a opulência do projeto de Trump. As bibliotecas presidenciais, que começaram com Franklin Roosevelt em 1939, tornaram-se símbolos do ego presidencial, e a de Trump não será exceção.
Com as eleições de novembro se aproximando, a possibilidade de Trump inaugurar o salão de baile depende do resultado das votações e da percepção dos americanos sobre a economia, especialmente em relação aos preços elevados.
A discussão sobre colunas jônicas e coríntias reflete a intersecção entre arquitetura e política, um tema que continua a gerar debates acalorados.

