Leonardo Barchini, de 50 anos, foi anunciado como o novo ministro da Educação nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026. Ele assume a pasta no lugar de Camilo Santana, que deixou o cargo para se dedicar às eleições de outubro.
Barchini é analista de carreira com mais de 30 anos de experiência e atuou como servidor da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) desde 2002. Ele é bacharel em Direito e mestre em Ciências Sociais pela UnB (Universidade de Brasília), além de ser doutorando em Governança e Transformação Digital.
O novo ministro possui uma trajetória extensa na administração pública, especialmente em áreas da educação, tendo ocupado diversos postos estratégicos no MEC (Ministério da Educação) em diferentes gestões. Entre suas funções anteriores, Barchini foi secretário-executivo e chefe de gabinete de Camilo Santana. Também atuou na Prefeitura de São Paulo como secretário de Relações Internacionais e Federativas.
Em suas primeiras declarações, Barchini destacou o esforço do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para recompor o orçamento da Capes. Ele mencionou um acréscimo de R$ 2,5 bilhões no primeiro ano da atual gestão, considerado fundamental para normalizar o pagamento de bolsas e garantir um reajuste histórico. “Conseguimos dar um aumento de bolsas, após 10 anos, na média, em 70%”, afirmou.
Durante o lançamento de um selo comemorativo dos Correios pelos 75 anos da Capes, Barchini relembrou os períodos de crise enfrentados pela fundação e ressaltou que sua sobrevivência se deveu à mobilização da comunidade científica e de professores de universidades públicas. Ele expressou orgulho ao mencionar sua primeira missão na Capes, que foi organizar uma reestruturação na avaliação da pós-graduação brasileira ao lado de pesquisadores internacionais.
““Quando me chamaram para a Capes eu fiquei muito orgulhoso porque sempre diziam que a Capes era a menina dos olhos do Ministério da Educação”, contou Barchini.”
O novo ministro também compartilhou como começou na instituição: “A minha primeira missão foi receber uma delegação de pesquisadores e professores estrangeiros do mais alto gabarito, porque eles iam fazer uma reviravolta, iam revolucionar a avaliação da pós-graduação”, concluiu.

