Irã intensifica ataques contra Israel e Estados Unidos no Oriente Médio

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O governo do Irã anunciou que vai intensificar os ataques contra Israel e os Estados Unidos no Oriente Médio. A declaração ocorreu após um discurso do presidente americano Donald Trump, que afirmou que a capacidade militar do Irã havia sido destruída, o que foi negado pelas autoridades iranianas.

Explosões sucessivas marcam a quinta semana da ofensiva americana, que começou no final de fevereiro em colaboração com Israel. Imagens do Comando Central dos Estados Unidos mostram ataques aéreos contra alvos no Irã, incluindo um vídeo postado por Trump que exibe a destruição da maior ponte do Irã, localizada em Karaj.

Israel também aumentou os ataques a posições estratégicas na região. As autoridades iranianas rejeitaram as alegações de que suas capacidades militares foram enfraquecidas e ameaçaram operações ainda mais intensas. O comando militar iraniano divulgou imagens de reuniões e videoconferências, afirmando que a população apoia o esforço de guerra.

Em resposta aos ataques, o Irã lançou uma nova onda de bombardeios coordenados com aliados na região. O Hezbollah disparou mais de 100 foguetes, e os rebeldes houthis, no Iémen, também atacaram Israel. Sirenes tocaram em Tel Aviv e Jerusalém, e um míssil atingiu a cidade de Pekah Tikva, no centro de Israel.

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A Guarda Revolucionária do Irã confirmou ter atingido um data center da empresa de tecnologia Oracle, em Dubai, embora a companhia tenha afirmado que suas operações seguem normais. Um centro de computação da Amazon no Bahrein também sofreu danos em um ataque na quarta-feira (1º).

No Líbano, Israel relatou ter atingido posições do Hezbollah, incluindo depósitos de armas e locais de lançamento de foguetes. A navegação pelo Estreito de Ormuz foi debatida por quase 40 países, liderados pelo Reino Unido, que discutiram uma ação conjunta para garantir a passagem dos petroleiros.

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, afirmou: “Vimos o Irã sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém”. Os países estão avaliando medidas diplomáticas e de segurança para proteger navios e retomar a navegação, que depende do fim dos combates.

O presidente da França, Emmanuel Macron, em visita à Coreia do Sul, declarou que uma operação militar para controlar o estreito seria irreal e que é necessário um consenso com o Irã. Teerã informou que está negociando com Omã um acordo para fiscalizar o tráfego de navios na região, mas somente após o fim da guerra. Países do Golfo também discutem a construção de novos oleodutos para reduzir a dependência do estreito. O governo da China defendeu que apenas um cessar-fogo pode trazer segurança à região.

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