O acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, é considerado o maior desastre radiológico do Brasil. A contaminação teve início após a abertura de um aparelho de radioterapia abandonado, que liberou material radioativo e afetou centenas de pessoas, resultando em quatro mortes.
Atualmente, mais de mil pessoas continuam a receber acompanhamento no Centro de Assistência ao Radioacidentado (Cara), em Goiânia, que é referência no atendimento às vítimas do Césio-137. O acidente deixou oficialmente quatro vítimas fatais.
Os locais contaminados pelo Césio-137 foram demolidos, e todo o lixo gerado foi acondicionado em tambores. Ao todo, foram coletadas 6 mil toneladas de rejeitos radioativos. O impacto do acidente ainda será sentido por mais 200 anos.
Mais de 112.800 pessoas foram monitoradas no Estádio Olímpico. Dentre elas, 249 apresentaram algum grau de contaminação, e 129 necessitaram de acompanhamento médico permanente.
Sobreviventes do acidente visitaram os locais onde tudo aconteceu e relembraram momentos de medo, desinformação e as consequências da contaminação. Profissionais que cobriram o acidente relataram os desafios enfrentados na época.
Quase quatro décadas depois, muitos ainda convivem com marcas físicas e emocionais deixadas pela exposição ao material radioativo. Mesmo aqueles que não tiveram contato direto com o Césio-137 enfrentaram preconceito durante o período do acidente.

