Ladrões armados se passam por policiais e assaltam 45 passageiros no Paraná

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Um ônibus de transporte intermunicipal foi assaltado na madrugada de sexta-feira, 3 de abril de 2026, na BR-277, em Candói, na região central do Paraná. O veículo, que viajava de Foz do Iguaçu (PR) para São Paulo (SP), foi interceptado por ladrões que se passaram por policiais.

De acordo com relatos das vítimas à Polícia Rodoviária Federal (PRF), os assaltantes estavam em uma caminhonete branca com um dispositivo luminoso semelhante a um giroflex. Cinco indivíduos armados abordaram o ônibus, com um deles permanecendo na cabine com o motorista, enquanto os outros realizavam os roubos aos passageiros.

Os criminosos utilizaram um bloqueador de sinal de telefonia celular e conduziram o ônibus até uma estrada de terra nas proximidades da BR-373, onde subtraíram todos os pertences dos ocupantes. Após o assalto, algumas vítimas encontraram celulares deixados perto do local do crime e retornaram ao ônibus para relatar a situação no posto da PRF em Guarapuava.

O ônibus transportava 45 passageiros, todos relataram que foram roubados. Entre as vítimas, o comunicador Osvaldir Pedroso e sua esposa, que embarcaram cerca de 50 km antes, em Laranjeiras do Sul, estavam a caminho de São Paulo para pegar um voo para Portugal. Eles perderam documentos e passaportes. “Eu e minha esposa tínhamos programado essa viagem há dois anos. Eles levaram o dinheiro que a gente havia separado para a viagem, roupas… Tudo que a gente estava levando. […] Havia muitas pessoas junto, sendo ameaçadas; eles pediram pra que ninguém tentasse nada, que não tinham intenção de machucar ninguém, mas foi aquele sentimento de impotência”, afirmou Osvaldir.

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A enfermeira Nathy Campos também estava no ônibus, viajando com a família para um show. Eles tiveram todas as malas e documentos roubados. “A gente está salvo, está vivo, mas querendo ou não, desanimou bastante o passeio, né?! Ficou difícil, a gente vai ter que gastar com roupa, com mantimento, tudo… coisa que a gente não estava planejando gastar”, disse Nathy.

Procurada pela RPC, a empresa Nordeste, responsável pelo ônibus, não se manifestou até o momento. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre a identificação dos suspeitos.

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