Trump ameaça ‘inferno’ se Irã não reabrir Estreito de Ormuz

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lembrou o Irã neste sábado, 4 de abril de 2026, sobre o ultimato para reabrir o Estreito de Ormuz. ‘Vocês lembram quando eu dei dez dias ao Irã para fechar um acordo ou reabrir o Estreito de Ormuz? O tempo está acabando — 48 horas antes de o inferno se abater sobre eles. Glória a Deus’, escreveu o republicano na sua rede Truth Social.

A situação de Trump nas negociações com o regime iraniano não é favorável. O prazo inicial para o acordo terminaria no dia 27 de março. Trump afirma que o Irã deseja negociar, o que é negado oficialmente pelo regime. Com a guerra de versões, um dia antes do prazo, o republicano adiou o ultimato para o dia 6 de abril, alegando que o adiamento foi solicitado pelo governo do Irã e que postergaria a destruição de usinas de energia do país.

‘As conversas continuam e, apesar das declarações equivocadas dos meios de comunicação de notícias falsas e de outros, vão muito bem’, escreveu Trump.

A escalada dos preços do barril de petróleo pressiona a administração Trump. O Estreito de Ormuz foi fechado pelo Irã no início do conflito, em 28 de fevereiro, após um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei. Desde então, Trump tenta convencer aliados a atuar para reabrir a rota, que é responsável por cerca de 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo.

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Uma resolução do Bahrein que autorizaria o uso da força para reabrir o caminho deve ser votada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas na próxima semana, mas pode enfrentar o veto de países como França, Rússia ou China.

Outro episódio sensível para Trump ocorreu na sexta-feira, 3 de abril, quando o Irã afirmou ter abatido duas aeronaves militares americanas. Uma delas teria caído no Golfo Pérsico e seu piloto foi resgatado por forças dos EUA. O outro caso é mais delicado: um caça F-15 caiu em solo iraniano e, dos dois membros da equipe que estavam a bordo, apenas um foi resgatado. O paradeiro do outro permanece desconhecido, gerando uma caçada tanto por parte dos Estados Unidos quanto pelo Irã para encontrá-lo.

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