A polícia de Israel dispersou um protesto contra a guerra no centro de Tel Aviv neste sábado, 4 de abril de 2026, resultando na detenção de pelo menos 10 pessoas.
Yuval Tzur, participante das manifestações semanais desde o início do conflito, relatou que a ação policial começou poucos minutos após a concentração na Praça Habima. ‘Conseguimos protestar por cerca de meia hora, e logo a polícia começou a nos retirar à força’, contou Tzur. ‘Todos com quem eu estava foram empurrados e jogados no chão. Alguém quase desmaiou.’
Mais cedo, o Supremo Tribunal havia autorizado a realização do protesto com um limite de 600 participantes. No entanto, a polícia informou que o número de pessoas na praça superava esse limite, estimando cerca de 1.000 manifestantes. ‘Vocês estão bem acima do limite de 600 pessoas estabelecido pelo Supremo — atualmente se aproximam de 1.000’, alertou um policial pelo megafone. ‘Peço que deixem o local de forma ordeira e segura, para evitar o uso de força.’
A polícia nacional confirmou a prisão de 10 pessoas, classificando os manifestantes como ‘baderneiros’. Entretanto, uma organização de apoio jurídico afirmou que pelo menos 17 foram detidos. A CNN entrou em contato com a polícia de Israel para comentar o caso.
Tzur relatou que o confronto com a polícia durou cerca de uma hora, enquanto as prisões eram efetuadas. Em meio ao tumulto, uma sirene alertou sobre um míssil se aproximando, fazendo com que quase todos corressem para o grande abrigo público sob a Praça Habima, incluindo policiais montados a cavalo. Segundo Tzur, os detidos não puderam se juntar aos demais e foram levados para uma escada próxima.

