O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, enviou uma segunda carta à ONU neste sábado (4) alertando sobre os riscos de vazamento radiológico após o quarto ataque dos Estados Unidos e de Israel próximo à usina de energia de Bushehr.
De acordo com a mídia estatal iraniana, Araqchi fez uma publicação no X comparando os ataques à guerra na Ucrânia. “Você se lembra da indignação ocidental sobre as hostilidades perto da Usina Nuclear de Zaporizhzhia na Ucrânia?” ele disse, antes de culpar os EUA e Israel pelo ataque relatado.
Os ataques ao Irã se intensificaram depois que, no início desta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardear o país “de volta à Idade da Pedra” em um post no Truth Social.
A CNN entrou em contato com o CENTCOM e as Forças de Defesa de Israel para comentar sobre o ataque relatado por Araqchi neste sábado.
A carta de Araqchi à ONU destaca que os ataques armados pelos EUA e Israel contra as instalações nucleares do Irã, especialmente a Usina Nuclear de Bushehr, expõem a região ao risco de contaminação radioativa, com graves consequências humanitárias e ambientais.
““Esses ataques ilegais expõem toda a região ao risco de contaminação radioativa, com graves consequências humanitárias e ambientais”, afirmou Araqchi.”
Ele também mencionou que, em um período de nove meses, duas guerras de agressão foram impostas ao Irã, com ataques a suas instalações nucleares pacíficas, sem que o Conselho de Segurança da ONU ou a AIEA tenham condenado os ataques.
A carta detalha uma série de ataques a instalações nucleares do Irã, incluindo a instalação de Natanz e a Usina Nuclear de Bushehr, ocorridos entre março e abril de 2026, e enfatiza que esses ataques representam uma escalada intolerável e um grave risco de liberação radiológica.
““Os ataques repetidos dos agressores nas proximidades da ativa Usina Nuclear de Bushehr são extremamente alarmantes”, disse Araqchi.”
O ministro também criticou a falta de ação da ONU e da AIEA, afirmando que a inação encoraja os agressores e compromete a credibilidade das instituições internacionais.
Além disso, Araqchi expressou preocupação com declarações do Diretor-Geral da AIEA, que, segundo ele, desviam-se do mandato oficial e podem facilitar novos ataques contra as instalações nucleares do Irã.

