Oficiais militares iranianos alertaram os Estados Unidos e Israel sobre as consequências de um possível aumento no conflito. Eles afirmaram que enfrentarão o castigo do ‘inferno’ caso os ataques continuem.
As declarações surgem após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar liberar ‘todo o inferno’ sobre o Irã, a menos que o país chegue a um acordo para abrir o Estreito de Ormuz até segunda-feira (6).
O general de brigada Ali Abdollahi Aliabadi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, em Teerã, afirmou: ‘as portas do inferno serão abertas sobre vocês’ se a infraestrutura do Irã continuar a ser alvo de ataques, conforme reportado pela agência de notícias Mehr.
“‘Não se esqueçam: se as hostilidades se expandirem, toda a região se tornará um inferno para vocês. A ilusão de derrotar a República Islâmica do Irã se transformou em um pântano que os engolirá’, disse Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do quartel-general central.”
O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya atua como o quartel-general operacional das forças armadas do Irã.
Imagens de redes sociais mostraram uma coluna espessa de fumaça sobre a usina petroquímica iraniana Mahshahr, após ataques reivindicados por Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou que as forças israelenses conduziram ataques às plantas petroquímicas, afirmando que 70% da produção de aço do Irã, utilizada na fabricação de armamentos, foi destruída.
Segundo a mídia iraniana, os bombardeios ocorreram no sudoeste do país e resultaram em pelo menos cinco feridos. Um incêndio causado pelos ataques foi extinto.

