Um avião de pequeno porte caiu em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, por volta das 10h38 da Sexta-feira Santa, em 3 de abril. As quatro pessoas a bordo da aeronave morreram após o impacto com um restaurante.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da queda e a explosão que se seguiu, descrita por testemunhas como um “cogumelo de fogo para cima”. O avião havia decolado de Itápolis, em São Paulo, e fez uma escala em Forquilha, Santa Catarina, para abastecimento. O proprietário da aeronave, Allan Peluzzi, informou que o modelo Piper Jetprop DLX estava sendo levado para Capão da Canoa para ser vendido.
As vítimas foram identificadas como os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o piloto Nelio Pessanha e o sócio da empresa de aviação, Renan Saes. O casal de empresários era conhecido por organizar feiras comerciais no setor têxtil e não tinha filhos em comum, mas formavam uma família com filhos de relacionamentos anteriores.
O piloto Renan Saes publicou um vídeo nas redes sociais momentos antes do acidente, mostrando a vista da janela do avião. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul liberou os corpos das vítimas, que foram velados em três estados diferentes entre a noite de 4 de abril e a manhã de 5 de abril.
A Força Aérea Brasileira (FAB) investiga as causas do acidente por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A Polícia Civil do RS também instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da queda e possíveis responsabilidades.
O restaurante atingido estava fechado para reformas e não havia funcionários no local no momento do acidente. O impacto destruiu completamente o estabelecimento, que funcionava há 10 anos. O acidente causou danos na fiação elétrica da região, deixando parte do bairro sem luz.
Moradores relataram que o avião estava voando em baixa altitude antes de cair. Engenheiros avaliaram as estruturas das casas vizinhas, que não foram abaladas, mas os moradores foram aconselhados a deixar os imóveis temporariamente devido ao forte cheiro de querosene e fumaça.

