A rede de notícias Al Jazeera e a agência Reuters informaram que os Estados Unidos resgataram o tripulante do caça F-15E, que foi derrubado na última sexta-feira (3) no Irã. No entanto, o militar ainda não se encontra em total segurança. Fontes do canal relataram que a equipe de resgate precisa deixar o território iraniano e retornar à base em segurança.
Até a madrugada deste domingo (5), não havia uma confirmação oficial por parte do governo americano. A reportagem traz informações preliminares que podem ser atualizadas assim que novos dados forem confirmados pelas autoridades.
O caça F-15E foi abatido por defesas aéreas iranianas em uma região montanhosa no sudoeste do país. Dois tripulantes estavam a bordo e conseguiram ejetar antes da queda. Um dos militares foi localizado e salvo por forças dos EUA poucas horas após o incidente, enquanto o segundo permanecia desaparecido até então.
Além do F-15E, um segundo avião militar americano, modelo A-10 Thunderbolt II, também foi abatido na sexta-feira perto do Estreito de Ormuz. O piloto desta aeronave, que estava sozinho, foi resgatado com sucesso, conforme informações do jornal The New York Times.
A busca pelo tripulante do F-15E tornou-se uma “corrida contra o relógio”. O regime iraniano mobilizou tropas por terra e ofereceu uma recompensa de US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil) para moradores que ajudassem a capturar o piloto americano. A missão de resgate enfrentou forte resistência, com vídeos divulgados pela mídia estatal iraniana mostrando homens armados disparando contra helicópteros Black Hawk da Força Aérea dos EUA que vasculhavam a área.
Fontes do governo americano confirmaram que aeronaves foram atingidas por fogo inimigo, mas conseguiram retornar às bases. Este episódio marca a primeira vez na guerra que aviões tripulados dos EUA são abatidos dentro do território iraniano.
O presidente Donald Trump, que anteriormente havia declarado que a defesa aérea do Irã estava fragilizada, deu um ultimato de 48 horas para que o país aceite um acordo, sob ameaça de ataques severos a infraestruturas de energia e petróleo.

