Partidos do Centrão disputam apoio para tempo de propaganda eleitoral

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A propaganda eleitoral gratuita começará em 28 de agosto, mas os partidos que já apresentaram pré-candidatos à Presidência da República estão articulando apoio de legendas do Centrão para ampliar seu espaço no rádio e na televisão.

O cálculo do tempo de propaganda leva em conta o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados. Segundo a legislação eleitoral, 90% do tempo é distribuído proporcionalmente ao número de representantes na Câmara, enquanto os outros 10% são divididos igualmente entre os candidatos dos partidos que superaram a cláusula de barreira.

A cláusula de desempenho exige que os partidos atinjam um percentual mínimo de votos válidos ou um número mínimo de deputados eleitos para ter acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda na televisão e no rádio.

Os partidos do Centrão não devem compor a coligação do presidente Lula. No entanto, a Federação Brasil da Esperança deve aumentar sua exposição no rádio e na TV com apoio de partidos da esquerda, como PSB, PDT e a Federação PSOL Rede.

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A Federação União Progressista, formada entre União Brasil e PP, terá o maior tempo de propaganda, com 2 minutos, 28 segundos e 19 centésimos, ou 20,78% do total de 12 minutos e 30 segundos. Na sequência, aparecem PL, Federação PT, PCdoB e PV, MDB, PSD e Republicanos.

O cálculo foi realizado pelo cientista político Henrique Cardoso Oliveira, da Fundação 1º de Maio, e não considerou as inserções ao longo da programação, apenas o horário eleitoral gratuito. O estudo usou as bancadas das eleições de 2022 e excluiu o partido Novo, que não alcançou a cláusula de desempenho naquele ano.

O tempo de propaganda no rádio e na televisão para candidatos a presidente vale apenas para o primeiro turno. No segundo turno, os candidatos têm espaços iguais.

Se confirmado o cenário atual, apenas três partidos terão direito a propaganda eleitoral para presidente no rádio e na TV: PT (Lula), PSD (Ronaldo Caiado) e PL (Flávio Bolsonaro), que cumpriram a cláusula de barreira em 2022. Os partidos Novo, DC (Aldo Rebelo) e Missão (Renan Santos) não terão direito a propaganda eleitoral.

A busca por mais espaço na TV e no rádio deve incentivar a disputa dos presidenciáveis por alianças com partidos do Centrão, que, por terem grandes bancadas, podem aumentar a exposição dos partidos nos meios de comunicação.

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Em um cenário de aliança de Flávio Bolsonaro com União Brasil-PP e Republicanos, o tempo de propaganda saltaria de 2 minutos, 14 segundos e 98 centésimos para mais de 5 minutos. Já a Federação Brasil da Esperança, com apoio de partidos da esquerda, aumentaria seu tempo de propaganda de 1 minuto e 59 segundos para pouco mais de 3 minutos.

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