Moradores de Capão da Canoa relatam medo antes da queda de avião

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Moradores de Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, relataram medo antes da queda de um avião de pequeno porte que ocorreu na manhã de sexta-feira, 3 de abril de 2026. O acidente resultou na morte de quatro pessoas e destruiu um restaurante localizado a cerca de 200 metros do aeródromo da cidade.

A zeladora Lenilda dos Santos, residente do bairro Santa Luzia, afirmou que a preocupação com os voos baixos era constante. Ela mencionou:

“”Parecia às vezes que os helicópteros passavam muito baixo. Parece que vai bater nas casas”.”

Lenilda também destacou que, se o avião não tivesse atingido o restaurante, a tragédia poderia ter afetado sua família:

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“”Se não tivesse esse restaurante aqui, tinha batido na casa da minha filha. Eles têm que ter um pouco mais de cuidado. Passa muito baixo, é horrível”.”

O pedreiro Moisés Melo dos Santos concordou com Lenilda, afirmando:

“”Se não parasse aqui, ia pegar na casa da filha dela. Deus o livre. Ninguém quer uma coisa dessa”.”

Após o acidente, a Avenida Valdomiro Cândido dos Reis ficou marcada pela destruição. O avião colidiu com um poste em frente ao restaurante, derrubando a fiação e deixando parte do bairro sem energia elétrica. Equipes da CEEE Equatorial foram mobilizadas para instalar novos postes e restabelecer a energia, permitindo que os moradores que haviam deixado suas casas começassem a retornar.

Engenheiros avaliaram a estrutura de uma casa de dois andares ao lado do restaurante. Segundo o Corpo de Bombeiros, a estrutura não foi abalada, mas os moradores foram aconselhados a deixar o imóvel temporariamente devido ao forte cheiro de querosene de aviação e fumaça.

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As quatro vítimas a bordo da aeronave foram identificadas como os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o piloto Nelio Pessanha e o sócio da empresa de aviação Renan Saes. Os corpos começaram a ser velados na noite de sábado, 4 de abril.

O restaurante, que funcionava há 10 anos no local, foi completamente destruído pelo impacto e pelas chamas. O que restou da estrutura foi demolido pelas equipes que atuaram no local.

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