Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
  • Cotidiano
  • Política
  • Economia
  • Mundo
  • Esporte
  • Cultura
  • Opinião
Procurar
  • Anuncie
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Césio-137: cronologia do maior acidente radiológico do Brasil
Compartilhar
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
  • Política
  • Cotidiano
  • Economia
  • Mundo
  • Esporte
  • Cultura
  • Opinião
Procurar
  • Home
    • Política
    • Cotidiano
    • Economia
    • Mundo
    • Esporte
    • Cultura
    • Opinião
  • Anuncie
  • Fale Conosco
  • Expediente
Have an existing account? Sign In
Follow US
  • Anuncie
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Saúde

Césio-137: cronologia do maior acidente radiológico do Brasil

Amanda Rocha
Última atualização: 5 de abril de 2026 04:01
Amanda Rocha
Compartilhar
Tempo: 4 min.
Compartilhar

O acidente com césio-137, ocorrido em Goiânia, é considerado o maior acidente radiológico do mundo. O evento, que aconteceu em 1987, resultou na morte de quatro pessoas e afetou mais de mil indivíduos. A tragédia ganhou nova atenção com o lançamento da minissérie ‘Emergência Radioativa’ na Netflix.

A contaminação foi classificada como nível 5 pela Comissão Nacional de Energia Nuclear, em uma escala que vai até 7. O acidente poderia ter causado mais vítimas se não fosse a rápida intervenção de moradores e especialistas, como o físico Walter Mendes.

A seguir, apresentamos a cronologia do acidente, conforme o livro ‘Césio 137’, da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás:

13 de setembro de 1987: Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves retiraram um aparelho de radioterapia abandonado das ruínas do IGR, no Setor Central, com a intenção de vender a peça. Eles removeram o lacre da cápsula que continha a substância desconhecida.

18 de setembro: Devair Alves Ferreira, dono de um ferro-velho, comprou a peça e notou um brilho azul. Ele levou a cápsula para casa e começou a distribuí-la entre amigos e familiares.

28 de setembro: Após o surgimento de problemas de saúde entre as pessoas que manipularam a substância, Maria Gabriela, esposa de Devair, levou a cápsula à Vigilância Sanitária.

29 de setembro: O físico Walter Mendes Ferreira analisou a substância e identificou o risco, orientando a evacuação imediata. O acidente foi notificado à Comissão Nacional de Energia Nuclear e à Agência Internacional de Energia Atômica.

30 de setembro: Técnicos da CNEN chegaram a Goiânia e mapearam locais contaminados, com o físico José de Júlio Rozental coordenando as ações de controle.

Outubro de 1987: O Estádio Olímpico foi utilizado para triagem e monitoramento de 112.800 pessoas. Destas, 249 foram identificadas com contaminação, e 129 necessitaram de acompanhamento médico permanente.

23 de outubro: Morrem Leide das Neves Ferreira, de 6 anos, e Maria Gabriela Ferreira, esposa de Devair. Leide foi a mais afetada por ter brincado com o pó de césio.

25 de outubro: Os rejeitos do césio-137 foram armazenados em um depósito provisório em Abadia de Goiás.

27 de outubro: Israel Batista dos Santos, de 20 anos, e Admilson Alves de Souza, de 18 anos, também morreram em decorrência do acidente.

30 de setembro a 21 de dezembro: O processo de descontaminação de Goiânia envolveu 40 técnicos da CNEN, resultando na demolição de sete casas e evacuação de 41.

10 de março de 1988: O presidente da CNEN, Rex Nazaré Alves, apresentou o ‘Relatório do Acidente Radiológico de Goiânia’ em uma audiência no Congresso Nacional.

1989: Foi decidido que o repositório em Abadia de Goiás seria o local definitivo para os rejeitos radioativos. O Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste foi criado.

5 de junho de 1997: Inauguração do Depósito de Rejeitos Radioativos de Abadia de Goiás, que abriga 40% dos rejeitos menos radioativos e 60% dos efetivamente radioativos, incluindo os restos da fonte principal do acidente.

Compartilhe esta notícia
Facebook Whatsapp Whatsapp Telegram Copiar Link Print
Notícia Anterior tre-rj-homologa-recontagem-votos-eleicao-2022
Próximo notícia sitemap.xml
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?