Futuro corregedor do TSE tem perfil moderado, expectativa é de menos intervenções

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá um novo corregedor-geral a partir de setembro de 2026. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ricardo Villas Bôas Cueva, assumirá o cargo em um cenário eleitoral marcado pela polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

O TSE ganhou protagonismo nas eleições presidenciais de 2022, onde os ministros intensificaram campanhas publicitárias e triplicaram o número de urnas eletrônicas auditadas para afastar rumores de fraudes. Além disso, medidas controversas foram tomadas, como a proibição de um programa antes de sua exibição e a restrição do uso de palácios para discursos de campanha.

Após as eleições de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro teve seus direitos políticos cassados por abuso de poder e foi declarado inelegível por oito anos. O perfil rigoroso do TSE em 2022 não deve se repetir nas eleições de 2026, mesmo com a expectativa de uma disputa acirrada.

Ricardo Cueva, que é estudioso de inteligência artificial, não tem histórico de investigação como alguns de seus antecessores, que geraram turbulências. O futuro corregedor é avesso a holofotes e acredita que a interferência do Judiciário no processo eleitoral deve ser mínima.

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O novo corregedor terá a responsabilidade de investigar possíveis abusos e fraudes, podendo instaurar investigações sobre ações de candidatos, como a participação de Flávio Bolsonaro em uma conferência nos Estados Unidos e a homenagem a Lula em um desfile de escola de samba.

A composição do TSE em 2026 será formada por ministros com perfis considerados moderados, incluindo Kassio Nunes Marques como presidente e André Mendonça como vice. A expectativa é que a prudência prevaleça em um ambiente eleitoral repleto de fake news e manipulações.

““O tribunal dos últimos tempos foi um ponto fora da curva”, disse um dos ministros do STF.”

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