A Telefônica Brasil, proprietária da Vivo, anunciou a implementação de um sistema de crediário para a venda de smartphones e eletrônicos. A nova modalidade permite o parcelamento em até 21 vezes nas lojas físicas e no aplicativo da operadora.
O objetivo é aumentar o volume e a variedade de produtos vendidos, além de elevar o tíquete médio das vendas. A medida visa atrair consumidores que não possuem cartão de crédito ou que já esgotaram seus limites.
““Uma das maiores frustrações do consumidor é não ter crédito aprovado para fazer uma compra”, disse Rodrigo Gruner, vice-presidente de inovação.”
Gruner destacou que 95% das vendas atuais dependem do cartão de crédito. Com a nova abordagem, os vendedores poderão consultar os limites de crédito pré-aprovados dos consumidores por meio do CPF ou número de telefone, utilizando a base de dados de mais de 100 milhões de usuários da Vivo.
A Vivo já gera uma receita líquida de R$ 3,9 bilhões por ano com a venda de produtos em sua rede de 1,8 mil lojas e no comércio eletrônico. Esse valor representa 13% do faturamento anual das Casas Bahia e 10% da Magalu.
Para 2026, a operadora espera um avanço significativo nas vendas com a oferta do crediário, embora Gruner não tenha revelado metas específicas de crescimento. Ele também mencionou a possibilidade de capturar uma fatia do comércio de varejistas regionais, especialmente em áreas com poucas opções de compra.
““Esperamos aumentar nossa participação de mercado”, afirmou Gruner.”
O crediário atenderá principalmente pessoas de menor renda que buscam adquirir seu primeiro celular ou trocar aparelhos antigos, mas também será acessível a consumidores de maior poder aquisitivo interessados em smartphones de alto valor.
O sistema de crediário é parte do Vivo Pay, braço de serviços financeiros da operadora, que já concedeu R$ 1,1 bilhão em crédito desde seu lançamento em 2020. Em 2025, a plataforma gerou uma receita de R$ 488 milhões, um aumento de 5,9% em relação a 2024.
Além disso, a Vivo recebeu autorização do Banco Central para operar como Sociedade de Crédito Direto, permitindo realizar operações de empréstimo e financiamento diretamente, sem a intermediação de bancos tradicionais. A expectativa é ampliar o portfólio de serviços e abrir linhas de crédito para empresas nos próximos meses.

