A Finlândia foi reconhecida pelo nono ano consecutivo como o ‘país mais feliz do mundo’, de acordo com o Relatório Mundial da Felicidade. O relatório avalia fatores como PIB per capita, apoio social, expectativa de vida saudável, liberdade para fazer escolhas de vida, generosidade e percepção de corrupção.
A diretora sênior da Work In Finland, Laura Lindeman, comentou sobre a felicidade no país. Segundo ela, ‘é a paz de espírito que vem de saber que as estruturas sociais são sólidas o suficiente para garantir a estabilidade, independentemente das flutuações no cenário global’.
A Finlândia possui uma população de aproximadamente 5,6 milhões de pessoas, incluindo quase 2 mil brasileiros. Uma dessas brasileiras é a dentista Natalie Clarke, de 41 anos, que se mudou para o país em 2020.
Natalie acredita que a confiança da população é a razão ‘invisível’ para a felicidade do país. Ela observa que tanto crianças quanto adultos não precisam de ‘supervisão’ para ir até a escola ou ao trabalho, o que cria uma sensação de ambiente mais saudável.
Ela destaca que ‘o investimento contínuo na educação básica e a valorização dos professores são pontos-chave’. Além disso, Natalie menciona a redução da desigualdade social e o fortalecimento das instituições públicas como aspectos fundamentais. ‘Aqui, as pessoas seguem regras não apenas por obrigação, mas porque entendem o impacto disso na sociedade como um todo’, explica.
Natalie se mudou para a Finlândia com os filhos devido ao trabalho do marido e compartilha sua ‘rotina de estrangeira’ nas redes sociais. Para ela, uma das principais diferenças entre o Brasil e a Finlândia é a relação dos habitantes com trabalho e vida pessoal. ‘Trabalhar bem não significa trabalhar o tempo todo. As pessoas têm tempo para a família, para o descanso e para si mesmas, e isso impacta diretamente na saúde mental, no bem-estar e até na produtividade’, aponta.
O Brasil ocupa a sétima posição entre 29 países analisados pelo ranking da felicidade.

