Irmão da menina envenenada recebe alta após uma semana internado

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O irmão da menina que morreu envenenada após um jantar em Alto Horizonte, Goiás, recebeu alta do hospital. O menino, de 8 anos, estava internado no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN) há uma semana.

A morte de Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, ocorreu no dia 28 de março, após um jantar em família. O padrasto das crianças, Ronaldo Alves de Oliveira, está preso sob suspeita de cometer o crime. A defesa de Ronaldo afirmou que recebeu a notícia da prisão com naturalidade e que ele é inocente, orientando-o a se apresentar à delegacia para colaborar com os esclarecimentos.

Em depoimento, o irmão mais novo relatou que Ronaldo já havia agredido tanto ele quanto Weslenny. O pai biológico das crianças confirmou que houve brigas entre ele e o padrasto devido a agressões. A mãe, Nábia Rosa Pimenta, comentou que o namorado parecia estar sem paciência com as crianças e mencionou um vídeo de ameaças enviado por Ronaldo, que a defesa alega ter sido gravado há três anos.

Ronaldo foi preso preventivamente no dia 1º de abril e é investigado por feminicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio triplamente qualificado. A mãe das crianças relatou que Weslenny começou a passar mal após jantar arroz, feijão e carne moída. A menina pediu para ser levada ao hospital, mas morreu após uma parada cardiorrespiratória.

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O laudo cadavérico indicou que a morte foi causada por envenenamento por chumbinho. Quatro gatos também foram encontrados mortos pelo mesmo veneno. A polícia encontrou uma panela de arroz com grânulos pretos na casa, que foi confirmada como envenenada.

Ronaldo alegou que preparou a comida e descartou os restos em uma sacola plástica. A defesa nega as agressões e afirma que Ronaldo cuidava bem das crianças. O advogado do suspeito informou que o vídeo mencionado pela mãe foi gravado há três anos e que a inocência dele será comprovada.

“A defesa recebeu a notícia da prisão com naturalidade e, por acreditar na inocência de Ronaldo, orientou que ele se apresentasse espontaneamente à autoridade policial.”

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