No dia 5 de abril de 2026, o banqueiro Daniel Vorcaro, antes envolvido em um grande escândalo financeiro, buscou apoio no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir o pagamento de créditos de precatórios do setor sucroalcooleiro.
Vorcaro, que está em processo de negociação para se tornar delator premiado, apresentou sua trajetória aos juízes, destacando sua origem no ramo imobiliário em Minas Gerais e a construção do Banco Master. Ele abordou a questão dos bilhões de reais em precatórios de usinas de açúcar falidas, que alegam prejuízos financeiros causados pela União nas décadas de 1980 e 1990, quando o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) fixou preços no setor.
O governo federal foi condenado a ressarcir as perdas, resultando em precatórios que reconhecem dívidas não contestáveis. Parte desses precatórios foi revendida a bancos, incluindo valores que Vorcaro tem a receber.
Gilmar Mendes, conhecido por seu entendimento em defesa de perícias em grandes causas, como os prejuízos do setor sucroalcooleiro, foi abordado por Vorcaro na tentativa de reverter sua posição. Um dos advogados do banqueiro sugeriu que Mendes considerasse a mediação da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre os casos do setor.
Outra proposta foi que o ministro reconsiderasse sua defesa pela realização de perícias para calcular o valor real dos prejuízos. No entanto, essas tentativas não tiveram sucesso e Vorcaro não conseguiu o voto de Mendes.
A AGU estima que os precatórios do setor sucroalcooleiro podem totalizar quase R$ 150 bilhões, enquanto as usinas projetam um montante de pouco mais de R$ 60 bilhões.

