A policial militar Yasmin Cursino Ferreira foi afastada do cargo e teve sua arma apreendida pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) neste domingo (5). O afastamento ocorre após sua participação na morte de Thawanna da Silva Salmázio, registrada na madrugada de sexta-feira (3) na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que Yasmin é alvo de um Inquérito Policial Militar (IPM). A ocorrência foi registrada no 49º Distrito Policial e encaminhada ao DHPP, que conduz uma investigação independente. As circunstâncias do caso estão sendo apuradas com prioridade absoluta pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias.
As imagens das câmeras corporais e os laudos periciais já fazem parte da investigação, conforme nota divulgada pelas autoridades. A Polícia Militar não retornou ao contato feito até a última publicação.
Na noite de quinta-feira (2), Thawanna e seu marido, Luciano Gonçalves dos Santos, estavam na rua quando uma viatura policial passou em alta velocidade. Thawanna iniciou uma discussão sobre a velocidade do veículo e o perigo da ação. Segundo Luciano, a mulher não foi socorrida imediatamente após o incidente.
Yasmin, em seu depoimento, alegou que o disparo foi justificado porque Thawanna e Luciano pareciam alterados e discutindo no meio da rua. A policial afirmou que, ao observar a situação, a equipe decidiu voltar para verificar o que estava acontecendo. Luciano foi contido por outros policiais enquanto Yasmin conversava com Thawanna, que, segundo a policial, desferiu um tapa em seu rosto.
Diante da situação, Yasmin relatou que foi necessário “o emprego de força para cessar a agressão e garantir a segurança da equipe e dos envolvidos.” Após o ocorrido, houve confronto entre policiais militares e moradores da Cidade Tiradentes, que tentaram incendiar um ônibus durante um protesto pela morte de Thawanna.

