A Coreia do Norte tem demonstrado um afastamento do Irã desde o início da guerra envolvendo o país do Oriente Médio. A informação foi divulgada por parlamentares sul-coreanos após uma reunião com o Serviço Nacional de Inteligência (NIS) nesta segunda-feira (6).
Os deputados relataram que Pyongyang não enviou armas ao Irã nem fez manifestações diplomáticas públicas de apoio desde o início do conflito, o que sugere um possível distanciamento entre os dois países.
Além disso, os parlamentares afirmaram que a Coreia do Norte enfrenta dificuldades internas devido ao cenário internacional. A guerra tem provocado escassez de suprimentos industriais, afetando o país.
Apesar das dificuldades, o regime norte-coreano continua investindo em seu programa militar. Entre os projetos em andamento está o desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental feito de fibra de carbono.
Os deputados também mencionaram que a Coreia do Norte testou um motor de foguete de combustível sólido, que visa ampliar o alcance dos mísseis e permitir o transporte de ogivas mais pesadas e possivelmente múltiplas.
No campo político, a filha do líder norte-coreano, Kim Jong-un, é considerada uma possível sucessora no comando do país, segundo a agência de inteligência.

