O Podemos se destacou na janela partidária de 2026, período que permitiu a troca de legendas sem punição, ao ganhar 11 cadeiras na Câmara dos Deputados, passando de 16 para 27 parlamentares, um aumento de 69%. Com isso, a sigla se tornou a oitava maior agremiação da Casa.
O PL lidera com 95 cadeiras, seguido pelo PT com 67 e União Brasil com 51, que perdeu oito parlamentares. O crescimento do Podemos é notável, considerando que a sigla também conquistou dois novos prefeitos nas capitais, totalizando quatro gestores nas maiores metrópoles.
A fundação do Podemos ocorreu em 1995, sob a liderança da deputada federal Renata Abreu (SP), que mantém o controle familiar da legenda desde sua criação. A sigla tem raízes históricas no antigo PTN, partido que levou Jânio Quadros à presidência em 1960, mas que foi extinto em 1965 pela ditadura militar.
Após a redemocratização, o Podemos foi refundado e, em 1998, tentou disputar a presidência com Tereza Ruiz, mas a candidatura foi indeferida. A sigla apoiou Ciro Gomes em 2002, Lula em 2006, Dilma Rousseff em 2010 e Aécio Neves em 2014. Em 2016, mudou seu nome para Podemos, inspirado na frase “Yes, we can” de Barack Obama.
O partido adotou um ideário pragmático, alinhando-se ao Centrão, e expandiu sua base ao incorporar o Partido Humanista da Solidariedade (PHS) em 2018 e o Partido Social Cristão (PSC) em 2022. Em março de 2026, o Podemos contava com quase 800 mil filiados.
Na eleição presidencial de 2022, a sigla flertou com a candidatura de Alvaro Dias e apoiou Sergio Moro, que desistiu da corrida presidencial para se candidatar ao Senado. O Podemos também se uniu a Simone Tebet (MDB), que terminou em terceiro lugar na eleição.
Em junho de 2025, o Podemos quase se fundiu ao PSDB, mas o acordo não se concretizou devido a disputas sobre a presidência da nova sigla. Atualmente, o Podemos possui 27 deputados e o PSDB, 20.

