A picanha, um dos pratos mais emblemáticos da culinária brasileira, foi reconhecida internacionalmente ao figurar entre os 20 melhores pratos do mundo no ranking 2025/2026 do TasteAtlas, um guia virtual de turismo.
O corte de carne brasileiro alcançou a 15ª posição, sendo avaliado não apenas pelo sabor, mas também por critérios como tradição, consistência das receitas e relevância cultural. O guia americano destacou características como o corte suculento, a capa de gordura marcante e o preparo simples, geralmente feito apenas com sal grosso e fogo alto, como fatores que contribuem para sua popularidade.
Embora a picanha seja sinônimo de churrasco brasileiro atualmente, sua valorização é relativamente recente. O corte ganhou destaque no Brasil a partir da segunda metade do século XX, especialmente nas churrascarias de São Paulo, que ajudaram a padronizar seu preparo. Antes disso, a picanha era uma peça pouco valorizada, muitas vezes destinada a outros usos.
A transformação da picanha em estrela das grelhas ocorreu quando açougueiros e churrasqueiros começaram a ressaltar suas qualidades, como maciez, sabor intenso e versatilidade, elevando-a a um símbolo de celebração.
No topo do ranking do TasteAtlas, a tradicional pizza napolitana, originária de Nápoles, foi considerada o melhor prato do mundo. A pizza napolitana segue regras rígidas, com massa de fermentação longa, bordas altas e aeradas, molho de tomate simples e poucos ingredientes, priorizando a qualidade e o equilíbrio.
Enquanto a versão brasileira da pizza se adapta ao gosto local com recheios generosos e até versões doces, na Itália, ela permanece como um símbolo de tradição e técnica, o que ajuda a explicar sua liderança no ranking global.

