A direção nacional do PT anunciou apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul. A decisão foi tomada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) na manhã desta terça-feira, 7 de abril de 2026.
Esta será a primeira vez que o partido não terá um candidato próprio ao governo do estado. O documento do GTE determina que o PT deve “definir a construção de uma tática eleitoral conjunta com o PDT e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola”.
O texto também menciona Edegar Pretto como “a liderança com maior legitimidade para liderar essa construção”. A decisão representa uma intervenção da direção nacional do PT, que buscava mudar a posição do diretório gaúcho, que defendia a pré-candidatura de Pretto.
O presidente do PT, Edinho Silva, havia enviado um aviso claro à instância gaúcha e a Pretto, afirmando que, se o diretório estadual não recuasse, a determinação viria de Brasília. Apesar disso, Pretto afirmou que pretende continuar sua pré-candidatura.
“”Reforço também que a minha pré-candidatura nunca foi um movimento pessoal e, há alguns meses, já não é apenas uma pré-candidatura do PT. Representa uma frente política que conhece o nosso estado e sabe qual é o melhor caminho para contribuirmos com a vitória do presidente Lula”, declarou Pretto.”
O PDT já havia declarado apoio à reeleição de Lula. Em troca, o partido desejava o apoio do PT em três estados: Paraná, onde Requião Filho é pré-candidato, Minas Gerais, com Alexandre Kalil como provável concorrente, e no Rio Grande do Sul.
A construção dessa aliança contou com a participação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tinha acordos para arranjos em diversos estados com o PDT e o PSB. A decisão do PT também visa garantir um palanque único para a campanha de Lula à reeleição no estado, uma estratégia que foi comunicada ao diretório gaúcho.

