No Centro Espacial Johnson, em Houston, nos Estados Unidos, maquetes em tamanho real têm sido fundamentais na preparação das missões do programa Artemis, da Nasa.
Essas estruturas simulam com precisão as condições enfrentadas pelos astronautas durante o voo. Entre os modelos, destaca-se a réplica da cápsula Orion, utilizada no treinamento da tripulação da missão Artemis II.
O ambiente da maquete reproduz fielmente a configuração interna da nave e é constantemente ajustado para refletir a organização adotada pelos astronautas durante a missão. Um exemplo é o armazenamento dos assentos utilizados no lançamento, que também é replicado na maquete.
Essa simulação permite que engenheiros e equipes de apoio testem soluções para eventuais problemas sem interferir diretamente na espaçonave em operação. Recentemente, um contratempo envolvendo um tanque de água a bordo levou os gerentes da missão a recorrerem à maquete, onde técnicos analisaram o cenário e desenvolveram uma solução, que foi transmitida à tripulação.
A réplica também destaca elementos importantes da cápsula, como as quatro janelas principais, posicionadas lateralmente, pelas quais os astronautas realizarão registros fotográficos e observações da Lua, incluindo imagens da face oculta.
Apesar do espaço interno reduzido, a tripulação mantém um bom nível de conforto e disposição, conforme relatado. As transmissões recentes mostram os astronautas em clima positivo, mesmo diante das limitações físicas da cápsula.
A missão Artemis II, com duração de cerca de 10 dias, marca o retorno de astronautas às proximidades da Lua após mais de 50 anos. Diferente das missões Apollo, que realizaram pousos, a Artemis II tem como principal objetivo testar sistemas essenciais da nave Orion com humanos a bordo.

