O Exército de Israel realizou novos ataques no sul do Líbano nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026, e declarou que suas operações militares contra a milícia pró-Irã Hezbollah prosseguirão, mesmo após o anúncio de cessar-fogo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na terça-feira, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, celebrou uma trégua de duas semanas, afirmando que Teerã, Washington e seus aliados “concordaram com um cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano e outros lugares”. No entanto, essa informação foi contradita pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que destacou que o acordo não se aplica ao território libanês.
Na manhã desta quarta-feira, um porta-voz militar de Israel afirmou que o Exército “continuará suas operações” contra o Hezbollah e emitiu novos alertas para que moradores do sul de Beirute e da cidade de Tiro deixem imediatamente suas casas em direção a áreas consideradas mais seguras.
Após o aviso, um ataque aéreo em Sidon, no sul do Líbano, resultou em oito mortos e 22 feridos, conforme informações do Ministério da Saúde local. O Hezbollah, por sua vez, não reivindicou novos ataques contra Israel desde o anúncio da pausa nos confrontos entre Estados Unidos e Irã.
O Líbano tem sido afetado por uma guerra que dura mais de cinco semanas, tornando-se uma das várias frentes de conflito. O Hezbollah iniciou os ataques contra Israel em 2 de março, em retaliação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei.
Na semana passada, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que as forças militares de Israel tomarão o sul do Líbano após a conclusão da guerra contra o Hezbollah. Ele acrescentou que centenas de milhares de libaneses deslocados não poderão retornar a suas residências até que a segurança no norte de Israel seja garantida.
Segundo Katz, “todas as casas das localidades adjacentes à fronteira no Líbano serão demolidas seguindo o modelo de Rafah e Beit Hanoun, em Gaza”. As ordens de retirada emitidas pelo Exército israelense já abrangem ao menos 15% do território libanês.
Desde o início do conflito, pelo menos 1.530 pessoas morreram no Líbano, incluindo 130 crianças, e milhares ficaram feridas, conforme dados do Ministério da Saúde. Mais de 1 milhão de pessoas foram forçadas a deixar suas casas devido aos bombardeios.

